Por muito tempo
eu senti uma saudade doída.
Hoje a que me acomete
é toda colorida.
Bordada com afagos
feitos pela amanhã,
regada pelos "gastos"
de noites mal dormidas.
(silêncio)
Tua saudade é líquida, rapaz
escorrego pelo rosto,
mas é doce, traz paz.
Tua saudade é bem-vinda
o tempo longe é o gozo futuro
é o carinho de mãos cheias de vida.
(aqui deste lado eu guardo aprendizados para lhe mostrar como conchinhas.)
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sexta-feira, 13 de fevereiro de 2015
quarta-feira, 15 de janeiro de 2014
Ligação gratuita
Pudera, entre o barulho dos pingos da chuva assolando a janela, encontrar-me despida, com os poros abertos, despertos pela chegada de teu corpo junto ao meu. E calar-me só para ouvir detalhadamente seus suspiros.
Pudera eu, continuar a escrever, qualquer coisa, para mostrar ou não para você. A poesia que verte de meu coração, se transforma em versos cheios de saudade, em uma tela fria, vazia, e superficial que certamente não terá o efeito que eu queria em meio a essa noite fria.
Desperte de seu sono, não é o desperta-dor, sou eu ligando, jorrando amor.
- Alô?
- "Ligação gratuita...".
- ... - suspiros contínuos antes de adormecer com saudade, com nome, sobrenome, e sem muitas explicações.
Pudera eu, continuar a escrever, qualquer coisa, para mostrar ou não para você. A poesia que verte de meu coração, se transforma em versos cheios de saudade, em uma tela fria, vazia, e superficial que certamente não terá o efeito que eu queria em meio a essa noite fria.
Desperte de seu sono, não é o desperta-dor, sou eu ligando, jorrando amor.
- Alô?
- "Ligação gratuita...".
- ... - suspiros contínuos antes de adormecer com saudade, com nome, sobrenome, e sem muitas explicações.
quarta-feira, 4 de dezembro de 2013
Na veia*
Segunda-feira já era costume
Pouco se via ou falava-se
das minhas inquietações,
ou da faca de dois gumes
que é a senhora ansiedade.
Terça-feira é o controle
para não falar demais
ou roer as unhas.
Mas os sorrisos eram espontâneos?
A semana estava caminhando.
Quarta-feira a saudade pulsava nas veias
O cheiro, o beijo, o gosto
e toda a vontade contida
Pulou do meu peito para fora
e tornou-se palavras proferidas.
Quinta-feira o senhor sorriso mora em meus lábios,
uma canção de amor acelera o coração
Sinto que posso correr quantos km forem necessários
para te encontrar.
O ponteiro do relógio parece não cooperar
o dia custa a passar.
Mas está tudo bem, amanhã você chegará!
Sexta-feira vamos escrever juntos,
mas não no papel.
Traçaremos todas as ações de ternura e amor
que antes foram contidas pela espera.
Um poema sobre ansiedade
mas muito mais sobre a saudade.
E a vontade de te ter aqui;
Bonito
Sereno
Sorrindo.
De que importa a falta de rima e métrica quando é possível
falar com o coração?
O (pseudo) poema recebeu esse título pois foi a música do
Cordel de Fogo Encantando que me inspirou.
quarta-feira, 27 de fevereiro de 2013
Deglutir
- Você já enviou esse email?
- Saudade.
- Já fez o café?
- Saudade.
- O que aquele cliente queria?
- Saudade.
- Mandou quantos livros hoje?
- Saudade.
- Você está brava?
- Saudade.
- Parece tão distante.
- Saudade.
- Lana?
- Saudade.
- Ei você do espelho, o que fez comigo?
- Saudade, saudade, saudade, sauda...
Sumiu.
O dia em que a menina do sebo foi engolida pela saudade.
quinta-feira, 21 de fevereiro de 2013
terça-feira, 29 de janeiro de 2013
Nas Cordas do seu Violão
A lua que víamos a distância a meses atrás, brilhava lá fora
Seus dedos deslizavam pelo violão
Seus olhos fechados enquanto cantava enchia de emoção o nosso agora.
Ah! Se meus olhos pudessem fotografar cada instante.
O amor transbordou em mim e meus olhos encheram d'água.
Meus lábios desejaram os seus, para compactuar nosso amor.
O coração mais afagado do que foi a vida toda
Desejou lhe dar carinhos sem ter fim.
A vida mostra-se demasiadamente bela em sua presença
E o seu amor recompensa todo o fardo que a vida as vezes tem.
Eu que o via tão distante
Hoje me delicio com sua presença a cada instante.
domingo, 18 de novembro de 2012
A Beleza dos (Re)Encontros
"Primavera brilhando em seu olhar
E o olhar que eu guardo na lembrança
Ainda traz a esperança
de te ter ao meu ladinho numa próxima estação."
Camiseta vermelha, calça jeans, tênis velho surrado, cabelo todo enrolado até os ombros, óculos, olhos claros e um olhar distante... Foi assim que eu o conheci.
Já perdi a conta de quantas vezes desisti de prestar atenção nas aulas de matemática por causa dele, em compensação decorei todos os tênis que ele tinha, adquiri prática em desviar o olhar e ocupar o pensamento com outras coisas em sua presença. Não havia outra escolha naquela situação, tanto para mim, quanto para ele.
No dia de sua despedida resolvi entregar seu retrato que eu havia desenhado - não era o primeiro, nem o último - para que ele levasse de recordação para Porto Alegre, cidade onde seria seu atual lar. Ele recebeu o desenho com um largo sorriso nos lábios, que eu guardei em um dos melhores lugares do meu coração.
Não havia solução a não ser esquecer e como naquele momento eu estava ganhando prática em não pensar no que doía, não foi tão difícil. De vez em quando dava saudade daqueles olhos lindos, mas não há muito o que se fazer quando caminhos se separam.
Depois de muitas neuroses e conversas com minhas amigas, cheguei a seguinte filosofia: "Chutar o balde" às vezes se faz necessário. Isso de deixar de fazer muitas coisas por timidez impede que coisas boas entrem na sua vida por medo ou vergonha.
Lembro muito bem o dia que deixei minha timidez de lado mas prefiro não descrever... Burocracias de conversas a parte, nos demos muito bem. Não havia engano, as trocas de olhares eram recíprocas e uma afinidade praticamente instantânea nasceu. Conversas intermináveis, deixei horas ao ar livre para ficar praticando algo que eu não achava muito agradável: essa coisa de demonstrar afeto virtual, mas valeu todos os raios solares e ventos gelados que deixei de sentir. Em vez disso senti o coração quentinho e uma vontade imensa de estar pertinho.
Em meio a convites de "venha me visitar" de diversas maneiras, eu decidi, quase sem querer, escrever-lhe uma carta. Sou dessas que gosta de demonstrações de carinho da maneira antiga. (A primeira nem chegou e eu já estou querendo enviar outra.)
No trabalho, passei a ouvir mais Rock Progressivo porque isso o lembrava, tomei mais chá mate, para lembrar da teoria que debates a respeito de chás em uma dessas madrugadas. Engraçado, quando a saudade bate, procuramos das maneiras mais inusitadas suprir a necessidade de outro alguém que sentimos.
Não sei se ele volta para cá, não sei se tudo isso resultará em algo a mais que uma boa amizade, mas tenho como realizado o meu desejo de conhecer um pouco mais do rapaz com os cachinhos mais lindos que eu já vi.
Outra coisa bonita que aprendi nesses dias: Melhor caminhar com saudade do que caminhar sozinho. Aos que me conhecem e sabem quão sentimental eu sou, já estava na hora desse meu lado reaparecer, não é? Mesmo que seja um tanto camuflado e de pés no chão.
O bonito da vida está nisso: Gostar das pessoas pelo que elas são inteiramente nos pequenos detalhes. E encontrar-se nos desencontros e reencontros que viver traz.
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