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Mostrando postagens com marcador ansiedade. Mostrar todas as postagens
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terça-feira, 10 de maio de 2016

Versos ansiosos

tremelique nas pernas
terremoto nas mãos

saco plástico
na garganta seca

ar preso nos
pequenos
pulmões

paralelamente
parada lenta
cardíaca.

Saco plástico na garganta

Faz tempo que eu não posto no blog. Faz tempo que eu não posto na minha página. Mas meu caderninho está cheio de vômitos mentais, desabafos, rascunhos, estórias que vieram para mim e eu não consegui escrever. Tem um bichinho na minha cabeça que me impede de colocar as coisas em prática. Talvez ele esteja também na minha mão e na forma como eu me apresento para o mundo.
Eu já escrevi coisas boas.

Você também já deve ter escrito. Mas a baixa autoestima e falta de confiança tapa os nossos olhos – e até mesmo os ouvidos.

Acontece que a vida às vezes é para mim um sopro muito forte que tira meus pés do chão. Às vezes ela também é sufoco, falta de dinheiro e motivação. Mas na maior parte do tempo é medo.
Já faz um tempo que eu quero ser escritora. Eu ia dizer que sempre quis, mas “sempre” é muito vago, e eu não gosto de coisas demasiadamente abstratas. Quando eu era criança, desenhava personagens e escrevia a vida delas. Já me disseram que todas as crianças fazem isso, mas eu sentia algo diferente.
Passei toda a minha adolescência escrevendo em cadernos, livros velhos e até mesmo nesse blog, mas nunca, nunca consegui levar meus projetos adiante. O mais longe que fui foi a criação de um zine.

Eu não sei qual é o meu objetivo aqui hoje. A princípio é desabafar. Eu realmente queria terminar o que começo, ou até mesmo levar adiante esse blog. Mas é sempre tão difícil. E a minha segunda ideia, é dar uma explicação para o meu/minha leitora fantasma. Eu gosto de pensar que escrevo para alguém. Não gosto de me sentir sozinha.


quinta-feira, 30 de julho de 2015

cinco anos

de espera (esse não é o título do poema)

A ansiedade me derruba
permaneço em posição fetal
nenhuma novidade
para alguém tão temperamental
Os minutos passam lentamente
o cuco canta na casa da minha avó
que já morreu infeliz(mente).
Quantas alucinações cabem
em uma vida adulta conturbada?
Estou na lista dos que sucumbem
decomponho-me enfadada.

quinta-feira, 11 de junho de 2015

Queimando a ponta dos pés
no asfalto quente da vida


Feito gente, feito fase.
Eu te amei, como pude.
Fui inteiro, fui metade.
Eu te amei, como pude.

Fui a faca e a ferida.
Eu te amei como pude.
Feito bicho que se espanta.
Eu te amei como pude.
Quando chegam a morte e a vida

Feito lixo que se queima.
Eu te amei como pude.
Feito chama quando arde.
Eu te amei como pude.

sexta-feira, 5 de junho de 2015

Conheço tua escrita, Ana
conheço teu sorriso bonito
e teu jeito sacana
de esconder qualquer conflito
de uma vida mundana
enquanto teu coração segue aflito.

Eu queria que você estivesse viva.
Minha paixão pesa como pedra.

sexta-feira, 27 de março de 2015

Vidas enl(ATADAS)
A busca no escuro
A neblina, os muros.
A vida adulta,
O dinheiro, a luta
Pelo pão
Pela arte
Para que o cansaço não te mate.
O suor escorrendo
Enquanto seguimos
Morrendo,
Morrendo,
MOR-
RENDO.
Café para uma vida sem energia
Pinga para uma vida sem alegria.
Sexo para ter amor,
Amor para ter sexo.
Ânimo em conta-gotas,
Enquanto permanecemos vazias.

segunda-feira, 26 de janeiro de 2015

Bowie no toca discos
um boa chance
de esquecer os riscos 
que corremos na vida adulta.

Modern love
os pés deslizam pelo chão
um corpo que se move
em rota de colisão.