sábado, 9 de outubro de 2010

Close To You (Part. I)

(Ao som de Divenire - Ludovico Einaudi)Justificar

Flashback I:

- Mamãe, mamãe, olhe o que eu achei no jardim!
No quintal da pequena casa, a menina mostrou a sua mãe o par de sapatilhas que havia encontrado.

Vou contar-lhes a história de Lucy, cujo os olhos carregam um brilho diferente e o coração tem parceria com o mesmo. Ela traz consigo a esperança, coisa que pouca gente cativa.

O pianista tocava enquanto a menina dançava. O senhor tinha cabelos calvos e o pouco que lhe sobrava era branco; marcas do tempo. Pequenas rugas enfeitavam-lhe em torno dos olhos. Esse era o pai de Lucy. A mãe da mesma havia morrido a três anos.
Na saída do último ensaio da semana, ela caminhou pelas ruas da cidade, não queria ir para casa. O sol havia se posto, e as luzes da cidade ganhavam vida. Parou na frente do café onde ela passada habitualmente algumas horas lendo. Haviam poucas pessoa no local, ela sentou-se numa mesa um tanto afastada. Retirou o livro de sua bolsa. Logo a garçonete lhe trouxe um chocolate quente. Passaram-se cerca de 2 horas.
Na volta para casa, no ponto de ônibus, as luzes projetavam imagens nos rostos das pessoas.

Flashback II:

Fim de tarde, o céu estava laranja, com poucas nuvens.
Peter tinha 19 anos, cabelo bagunçado do tipo mamãe-não-cuida-de-mim e olhos castanho-escuro. Todos os dias ele e Lucy encontravam-se no mesmo lugar, nunca se falaram, até este dia.
- Você viu se o 606 já passou? - Ele perguntou timidamente, e logo sentou ao lado da menina.
- Não sei, provavelmente sim, veja... o ponto está vazio.
- É, tem razão.
Permaneceram em silêncio.
- Sempre tive vontade de falar contigo. - Revelou o rapaz. Ele fitava a garota, ela o horizonte, aparentemente estava tímida.
- Eu também.

Houve uma conversa do tipo: Qual sua canção favorita? O que você faz nas horas vagas? E assim por diante; uma busca intensa por afinidades, que fariam alguma diferença no futuro. Os encontros continuaram, todos os dias, na mesma hora.

A buzina de um carro despertou-a, logo ela olhou-a sua volta a procura daqueles olhos, e tudo que ela encontrou foram rostos desconhecidos. Dentrou do ônibus ela sentou-se ao lado da janela, colocou os fones de ouvido e observou o caminho de volta.

"Ah! Se você pudesse sentir, ontem não consegui dormir sem ouvir a tua voz cansada."

5 comentários:

  1. Desculpa a demora para responder, não costumo ler muito meus comentários rs. Obrigado por tudo e queria dizer que tudo o que aconteceu com a gente em setembro foi sim muito legal, só me sinto culpado por não ter te feito feliz como você merece. Beijão

    ResponderExcluir
  2. Sinto que eu já conheci Lucy e Peter em algum lugar longínquo. Talvez dos sonhos?

    ResponderExcluir
  3. Gostei bastante. Acredito que esse segundo flash já deva ter acontecido comigo =)

    Bjo

    ResponderExcluir
  4. Achei o texto adorável, querida. Tem muito talento, Lucy ficará bem, não é mesmo? Enfim, gostei do modo que organizou a história e que adequou o enredo, parabéns.

    ResponderExcluir