domingo, 27 de dezembro de 2009

Minha pior companhia.

- Toma, coloca isso na cabeça. - Ela me fitava, eu sentia que ela estava me olhando, mesmo não conseguindo encara-la.
- Pra quê? - Eu perguntei curiosa, seus braços estavam esticados á mim, ela segurava uma faixa.
- Para prender sua franja ué. - Me respondeu precisamente, foi aí que eu á encarei. Eu podia sentir o morno de minhas lágrimas tocando meu rosto. Precisamente, ela coloca a faixa sobre meu cabelo.
- Estou parecendo o rambo. - Indaguei, mentindo á mim mesma que podia sorrir.
- Não fala besteira. - Seus olhos demonstravam confiança, e seu postura estava sempre autoritária.
- Ué, mas o rambo usa isso. - As palavras saíram da minha boca de forma rude, talvez eu quisesse mesmo ofende-la.
- Usa para a guerra. É serviu para você. - Eu demorei á entender o que ela quis dizer com isso, talvez eu tenha compreendido errado, mas algo me fez notar, que eu estava lutando, e não era com ela, nem com ninguém, era comigo mesma. Não é fácil quando você tem de enfiar na própria cabeça que seu maior inimigo é aquele que está diante do espelho. Talvez meus olhos cansados das noites em claro mostrem a mim que eu só vencerei, quando calar a voz dentro de mim, a das lembranças, que abrem um cratera aqui dentro do meu peito.

Nem sempre se pode ter Fé, mas nem sempre a fraqueza que se sente quer dizer que a gente não é forte.

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