quarta-feira, 31 de agosto de 2011

Adormecer - A dor ceder


Há um espinho no meu coração!
Há palavras dizendo não
Há quilômetros que tiram-me o ar
Sobra vontade de ficar.

Há um espinho no meu coração,
Que o cutuca quando lembro-me do seu abraço.
Enlaço, envolvo-me nas memórias.

O sangue escorre, jorra e sinto-me viva
As horas passam... Tic tac tic tac ti...
Setenta horas, setenta e duas, setenta e três? Me perco.
"Eu te amo" afirmo no escuro mudo.

Olho no relógio. "Só mais algumas horas" repito.
Há um espinho no meu coração, que atende pelo nome de saudade,
O sangue que "jorra" tem essência de amor, amor vital
Não mata, não faz mal, só traz um tempero de quero mais.

Adormeço, me esqueço do que doeu quando me encontro em seus braços.


Ps: A menina Lana anda demasiadamente romântica.

4 comentários:

  1. Agora eu sei que toda vez que sentir saudade, falarei: O espinho no meu coração está incomodando.
    Lindo, Lana. Parabéns.

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  2. Gostei dessa sua versão demasiada romântica, Lana. :3
    E eu também não sabia que você tinha talento para a poesia. Nossa, ficou lindo. E você conseguiu traduzir a sensação que sentimos quando vemos uma pessoa da qual sentimos muita falta bem demais.
    Sem mais palavras, as suas bastaram.

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  3. Ei Lana que poema mais lindo! :3
    Alias, o design do seu blog estão lindo! Quanto ao poema, muito belo! Há um espinho em meu coração também, acho que acabei de descobrir o porque da minha ansiedade constante. É, acho que sou mais uma que gostou da menina Lana demasiadamente romântica. Sério. <3
    Grande abraço, @lovlovemedo.

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