quinta-feira, 22 de julho de 2010

Quando a liberdade se torna opressão

Anônimo,

Estou intitulando-o assim, no intuito de achar alguém que se torne você, cuja os sentimentos sejam semelhantes, ou que apenas compreenda o que se passa neste órgão vazio e ao mesmo tempo cheio chamado coração.
Você conhece alguém que gosta do amor, mas não gosta de ser amada? Digo, apreciar contato físico... Eu sou tão vazia nesse quesito. Ou então cheia demais. Pouco me basta, não gosto de melação. Também não gosto desse amor moderno amigo; relacionamentos tão profundos quanto uma poça d'água numa rua horizontal sem buraco algum. Como pode alguém amar outra pessoa no prazo de um mês?! Ou então, confundir tal sentimento, que tem de ser livre com dependência?
Às vezes eu tenho tanto medo de ficar sozinha por ser assim. Muitas vezes, isso já aconteceu num curto prazo de tempo, aí eu queria afeto... Mas quando eu tenho, me sufoca. Talvez eu seja egoísta não é?
Também tenho medo da aproximação excessiva de algumas pessoas... Tenho medo de entrarem no meu mundo, mas sei que se eu continuar agindo de tal modo, um dia vou querer ter alguém com quem dividir essa "coisa" que chamo de meu mundo e não terei.
Eu ando dividida demais... Talvez seja só uma fase, como diz o Renato "É só uma questão de idade, passando dessa fase tanto fez e tanto faz".

Um beijo de uma habitante de marte.

Ps: Repeti as reticências algumas vezes pois elas me passam o sentimento de que ainda existe algo por vir.

4 comentários:

  1. Adorei. É bom ver o ponto de vista de outras pessoas na questão amor, que é um tanto quanto complicada, mas bem simples também se analisada com cuidado.
    Eu adoro os seus textos, e o modo como você os desenvolve, e eu amei o "Anônimo" no começo.

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  2. É meio idiota eu dizer isto - porque eu sei que o que você sente ninguém simplesmente compreende ou sente da mesma maneira - mas eu me identifico com você. Eu acho o amor uma coisa incrível... nos outros. Aí tenho uma crise de abstinência de amor, assim, do nada. Mas odeio que fiquem me abraçando repetidas vezes, me mimando demais. Se eu tiver um futuro pretendente, acho que ele será um homem sofrido em minhas mãos, haha.

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  3. Me sinto assim também. Por ora quero amar, outra sinto que romantismo demais me enoja. Quero ser livre e independente, mas há horas que fico pensando se terei alguém para realmente chamar de ''meu'' algum dia. Mas sabe, um amor profundo. E não um namoro de nada. Mas isso deve ser uma fase, não é?
    Beijos, @pequenatiss.

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  4. Demoro muito para amar alguém. Não distribuo abraços, tenho uma muralha. As pessoas que eu amo, me conquistaram de algum modo. Até para mim é um segredo. Só sei que apartir do dia que as amo.. as coisas mudam. Mas ainda quero um espaço de milhas para pensar. Talvez seja díficil, estar tão perto e querer tão longe. Só sei que me sufoca. De qualquer modo. No fim sempre sairei para respirar.

    Seu blog é lindo.

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