quinta-feira, 29 de julho de 2010

Não esqueça de usar o guarda-chuva

Um belo dia você está sorrindo, mesmo com toda a tempestade que bate a janela. Ela só bate, não entra na sua casa, não lhe molha. Aí um dia você deixa a janela entreaberta e a chuva entra e te molha, sem ao menos lhe dar tempo de fechar a janela ou pegar o guarda-chuva. Cada gota traz consigo uma lembrança, e cada lembrança traz um sentimento. Fica difícil quando essa chuva só trás lembranças boas que despertam sentimentos ruins. Como a solidão.
Um belo dia você se vê sozinha, encharcada de solidão e medo de não ter ninguém para abraçar. Eu sempre gostei da chuva. Do barulho dela, do sentimento que ela me trazia. E talvez sejam as coisas que nós mais gostamos que dói mais. Quando a gente não gosta de algo, tenta esquecer, coisas ruins são inundadas por sentimentos bons. A ausência dos sentimentos bons é que trata-se da dor maior.
É preciso cavar dentro de si, pra achar uma coisa chamada esperança e ter vontade de seguir.

Aí um dia você vai sorrir e a chuva vai trazer um arco-íris. Dizem que funciona assim, não vi na prática ainda.

A heart to wrap around so I can find my way around

2 comentários:

  1. Já disse que eu amo seus textos né? E o quão encantada eu fico com cada um deles né?
    E a chuva, é particularmente bela e dolorida, acho que pra maioria de nós...

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  2. Você tem o dom mesmo, Laninha. Tanto tempo se passou e você ainda escreve coisas lindas.
    Vou voltar a frequentar aqui. Senti saudades.

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